terça-feira, 24 de agosto de 2010

Boas Lembranças

Coreografia Frenéticas

Festival de Dança de Nova Iguaçu em 2009. Inesquecível lembrança.

Superando a vida com a Dança

A História de Renata Monnier

Renata começou a sentir dores de cabeça e, quando procurou ajuda médica, foi logo internada.
As suspeitas eram de tumor cerebral ou aneurisma. Renata já havia perdido a visão e parte da audição quando, finalmente, descobriram que ela estava com meningite em estado avançado.
Foi transferida de hospital e perdeu parte da memória. Sua voz também começava a ficar comprometida. Chegou a pesar 30 kg e acreditar em sua recuperação se tornou uma tarefa cada vez mais difícil.
Os médicos achavam que ela não sobreviveria e o que poderia ser a solução logo se tornou um problema, pois o medicamento que talvez pudesse curá-la custava cerca de 40 mil reais.
Renata, que é bailarina, professora de dança e coreógrafa de comissão de frente, viu o quanto era querida quando escolas de samba como Império da Tijuca, Tuiuti, Porto da Pedra, Salgueiro, Vila Isabel e Beija-Flor se uniram para ajudá-la com o tal medicamento, que foi apelidado de “Remédio Milagroso Milionário”. Ela ainda toma remédios, a visão e audição continuam comprometidas, mas a alegria de Renata, não.
Este ano já voltou a trabalhar com o carnaval onde emocionou a avenida com sua coreografia na comissão de frente da Tuiuti.



Renata Monnier na Marquês de Sapucaí momentos antes da apresentação de sua Comissão de Frente

Boas Lembranças

Coreografia Decisão

Festival de Dança FAETEC (Quintino -RJ) em 2009. Inesquecível lembrança.

Ensaiando para o palco

3º ano de participação da Cia. de Dança Movimentos em Cena

Ao longo destes 17 anos foram trazido à Nova Iguaçu, bailarinos de toda parte do Brasil, para o “Concurso de Dança”. O Festival tem o cuidado de estimular várias modalidades de dança para que os bailarinos as pesquisem, neste enorme intercâmbio entre os concorrentes.Os jurados são uma atração a mais no festival. Todos personalidades da dança nacional para escolher com justiça e conhecimento os vencedores. Nomes como Lourdes Braga - Presidente do Sindicato da Dança do R.J., Paulo Rodrigues – 1º Bailarino do Teatro Municipal R.J., Rosália Verlangiere - Maittre de Ana Botafogo, Washington Cardoso, Alex Senna, Regina Sauer, etc..., estarão , nos dias de concurso, trocando conhecimentos, idéias e opiniões.

Direção Geral, Projeto e Produção: Tereza Petsold.

Estaremos competindo com todas as coreografias inscritas:
Jazz Musical, Estilo Livre, Moderno e Contemporâneo.

Sweet Charity - Grupo / Jazz Musical
Lilith - Grupo / Estilo Livre
Esmeralda - Solo / Estilo Livre
Trajetória - Grupo / Moderno
Insanidade - Grupo / Contemporâneo
Tríade do Tempo - Trio / Contemporâneo
A última carta - Solo / Contemporâneo


Sesc Nova Iguaçu
R. Dr. Adriano Hipólito, nº10.
Bairro Moquetá - Nova Iguaçu (Próximo ao Top Shopping)



Enquanto isso em Santa Catarina...

Sala de Produções Artísticas

É aqui que nascem todos os Shows do Beto Carrero World. Nesta sala que transborda criativadade o ambiente de trabalho flui tranquilo, mudando apenas com o calor das pré-estréias que movimenta cada centímetro do parque.
Estamos nesse calor, uma vez que se aproxima a reta final da produção do Musical "O Sonho do Cowboy".
Como Assistente de Produção e Contra regra Bruny Murucci participa e acompanha a montagem dos cenários, a prova de figurinos e os ensaios do Musical.
Nossa sala é dirgida por Maicon Clenk, diretor artístico de todos os shows e eventos do Beto Carrero World.

Acima Bruny Murucci nos cenários do novo show e no camarim;
Abaixo na sala de Prod. Artísticas com a sua produtora Aline Franco

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Boas Lembranças

Coreografia O Baile

Festival de Dança em Grajaú, 2009. Inesquecível lembrança.

Texto de Daniela Helena Calça

Texto escrito para o site Corpo Mágico

Tecido Acrobático



O tecido é uma modalidade aérea circense, também denominada tecido acrobático, tecido aéreo ou tecido circense. Ao contrário de outras centenárias modalidades do circo, como o malabares, as acrobacias e o trapézio, o tecido apresentou seu desenvolvimento nos últimos anos.


Sobre a história desta prática, um dos relatos mais antigos é uma experiência nas décadas de 1920 e 1930, em Berlim (Alemanha), por alguns artistas que realizaram movimentos com as cortinas de um cabaré.


Não se sabe ao certo quem o inventou, mas se acredita que o tecido é uma extensão do trabalho de corda lisa. Por sua vez, parece que as performances na corda tenham surgido das evoluções realizadas pelos artistas quando subiam ao trapézio, ou até mesmo durante a montagem do circo, na qual se utilizam as cordas para subir e descer das alturas.


Por outro lado, alguns relatos indicam que foi na França que o tecido circense foi aprimorado após pesquisas com diferentes materiais: cordas, tecidos, correntes, etc. Realizadas pelo francês Gèrard Fasoli nos anos de 1980.


A inexistência de regras e a necessidade de inovar e criar, típicas das artes cênicas, fez surgir diferentes formas de prática do tecido na modernidade.


Geralmente, o tecido é fixado acima dos 4 metros de altura (até 12 aprox.), mas vale ressaltar que um trabalho de iniciação nesta modalidade pode e deve ser realizado a poucos metros de altura, o que oferece maior segurança para o aprendiz. Gradativamente, e à medida que o praticante for se desenvolvendo e adquirindo qualidades físicas e técnicas a altura das evoluções podem ser modificadas.


A prática do tecido aparece em diferentes espaços, não apenas debaixo da lona do Circo tradicional, mas também em academias de dança, teatros, escolas, universidades, dentre outros, e também com distintos objetivos.


Seus praticantes, geralmente, são pessoas que se apaixonam pela beleza e plasticidade desta modalidade, independentemente do objetivo de transformar-se num artista.


Dos aparelhos aéreos mais tradicionais das artes circenses o tecido é um dos aparelhos de mais fácil aprendizagem, sobretudo porque o material se molda ao corpo e se adapta de acordo com as características do praticante. Já os outros aparelhos, como o trapézio e a lira, por exemplo, exigem maior força e domínio corporal e também exigem que o corpo do praticante se molde ao aparelho, beneficiando, portanto, os que têm mais flexibilidade e força.


Licenciada em Educação Física pela Faculdade de Educação Física da Unicamp, trabalha á 10 anos como acrobata aérea e se apresenta no tecido, lira,rede, trapéxio fixo e de balanço, doble trapézio, acrobacias no solo (dupla acrobática) e clown. Estuda a arte circense e atualmente ministra aulas de tecico para um grupo de dança (IBN) e na academia de balé Juliana Omati em Campinas, além de coordenar sua própria companhia Corpo Magico.É integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa das Artes Circenses, da Faculdade de Educação Física da Unicamp (CIRCUS)




domingo, 15 de agosto de 2010

Boas Lembranças

Coreografia Despedida

Festival de Dança em Grajaú, 2009. Inesquecível lembrança.

Movimentando a Cena

Joice Collieri, 21 anos.


Acadêmica do curso de Biologia e dona de uma voz poderosa, Joice atribui o seu gosto pela arte à sua família já que sua mãe e sua avó são cantoras.
Em 11 anos de dança Joice destaca o Moderno como a sua modalidade preferida.
Joice tem um senso crítico diferenciado e particular, se desprende do mundo quando se entrega à fantasia, onde nas horas vagas costuma frequentar eventos de Animes e Mangás.
Integrante desde 2008 ela almeja divulgar o seu trabalho artístico através da dança com o objetivo de mudar a realidade de sua cidade com a cultura.



Juliana Bezerra, 16 anos.

Quando não está nos palcos ela está nas passarelas. Além de ser bailarina Juliana também é Modelo Fotográfica. E apesar da pouca idade ela procura aproveitar ao máximo suas oportunidades artísticas, sempre acompanhada pela mãe sua maior incentivadora. Diversão pra ela é estar em lugares que respiram a arte, seja num sarau, num centro cultural, cinema, teatro e etc.
Em 09 anos de dança ela se diz amante da dança contemporânea e se inpira em seus ídolos para traçar sua linha artística, mas tudo sem perder sua identidade, sua marca maior.


Natália Paes, 19 anos.

Poetisa, tem um grande dom de traduzir em versos as suas emoções. Acredita que a Arte é uma viagem de ida sem passagem de volta.
Entre suas idas e vindas tem 10 anos de dança, onde conquistou tudo com muito esforço e dedicação. Hoje também é aluna do Centro de Dança Rio que tem aberto muitas oportunidades em sua vida artística além de todo aprendizado.
Quando perguntado sobre sua modalidade preferida ela diz:
"O Contemporâneo e o Moderno são amores novos, o Jazz é amor antigo e o Ballet Clássico é a beleza etérea do inatingível."


Tárfiny Gomes, 21 anos.

Dona de uma personalidade forte, Tárfiny é uma pessoa que fala o que pensa. Antes de ultrapassar um obstáculo se detem em observa-lo como um todo focando depois para sua estratégia. O que seria normal para uma Publicitária, Tárfiny está se formando em Comunicação Social. E suas habilidades em Publicidade e Propagada estão sempre ajundando a Cia. em termo de divulgação, sempre com idéias inovadoras.
Em 09 anos de dança ela tem o Jazz como modalidade preferida e em especial o Jazz de Musicais.
Sua família é sua principal platéia.

 
Jonatan Cruz, 19 anos.

Bailarino há 03 anos, Jonatan acredita que a Arte é um lugar sagrado e sem fronteiras. Tem no Ballet Clássico sua modalidade preferida, mas é na dança contemporânea que tem crescido criativamente.
Ele vê que é nos exercícios de alongamento e na disciplina que está o segredo dessa arte.
Estudante da Escola de Danças Maria Olenewa  (Teatro Municipal -RJ) e do Centro de Dança Rio, acredita que a arte tem cada vez mais conquistado as pessoas, chegando a lugares antes impossíveis.


Bailarinos da Cia. de Dança Movimentos em Cena.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Boas Lembranças

Coreografia Ira

Festival de Dança de Nova Iguaçu em 2008. Inesquecível lembrança.

Enquanto isso em Santa Catarina...

Elenco do musical "O Sonho do Cowboy"

"O Sonho do Cowboy" é um musical que tem como pano de fundo contar a primeira grande aventura de Beto Carrero. Dirigido e coreografado por Maicon Clenk e com direção musical de Tim Rescala.

Valber Neves na Sala de ensaio do Beto Carrero World

Novo design do logotipo da Cia.

Acima da esquerda pra direita, logotipo antigo (2008) e em seguida as três novas versões do novo logotipo (2010).

Com o intuito de harmonizar o cartão de visitas da nossa Cia. o diretor artístico Bruny Murucci remodelou um novo design para o logotipo da Movimentos em Cena.
Baseado na idéia central de unir a dança ao teatro e o movimento à cena, Bruny Murucci pensou nos rolos de filmes que captam a priore a essência do movimento estilizando e mantendo o conceito do nome da Cia.

O Doce reencontro

Sábado, 07 de Agosto de 2010.

Uma surpresa e tanto, apesar das lágrimas e do abraço apertado foi ótimo encarar uma segunda despedida. Valeu a pena pelo simples fato de ver que o nosso maior bem cresce a cada dia.
Até a próxima!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Boas Lembranças

Coreografia Filhos da Terra

Festival de Dança de Nova Iguaçu em 2008. Inesquecível lembrança.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Memórias do Baú

Juliana Bezerra e Natália Paes

Anos antes de integrar a Cia. de Dança Movimentos em Cena, as nossa bailarinas no ensaio de um Espetáculo de Final de ano.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Texto de Airton Tomazzoni


 Este texto foi originalmente escrito para a revista Aplauso em 17 de Abril de 2006.

Essa tal de Dança Contemporânea

Pinte o cabelo de vermelho intenso e use as madeixas soltas, jogando-as de um lado para outro (e tapando o rosto).
Deixe uma parte do corpo à mostra (as pernas, preferencialmente). Faça alguns rolamentos no chão.
Não use sapatilhas.
E mais que tudo: dance segurando uma parte do corpo (e se desfazendo dela) e jogando uma das pernas para o alto, trazendo-a de volta cruzada.
Mas, antes de entrar no palco, não esqueça: atravesse-o andando rapidamente.

Pronto: você é uma bailarina contemporânea.

Não é bem assim, mas é dessa forma que as coisas tem se mostrado nos Festivais pelo Brasil.

Obeserve o diálogo seguinte: 

– Tu faz dança? Que legal! Mas que tipo de dança?

– Dança contemporânea.


O sujeito fica parado e depois de vencer o constrangimento:

– Mas o que é essa tal de dança contemporânea?


Daí o vivente, que faz dança contemporânea e sabe bem o que faz, se vê em apuros para dar uma resposta clara. Afinal, dança contemporânea não é uma técnica ou método que vem com rótulo. Então, ele arrisca:


– Sabe o Quasar Cia. de Dança? – que o vivente acha referência no país e crê ser bastante conhecida.


O sujeito permanece na mesma.


– E o Grupo Corpo? – ele lembra, já entrando em desespero. – E Deborah Colker? – ainda que não fosse o melhor exemplo que você quisesse dar.
– Ah, já vi na televisão... - responde o sujeito finalmente com um brilho no olhar de quem agora pode encerrar a conversa.


E o vivente, com a certeza de que não conseguiu explicar e que melhor que explicar era sugerir que assistisse a um espetáculo.




A realidade é esta que o suposto diálogo acima ilustra. A idéia de dança contemporânea não consolidou uma referência para a maioria do público (e mesmo para a comunidade de dança), ainda mais num Estado que vê com desconfiança aquilo que não é tradição. E isso vale muitas vezes para quem produz, ou acha que produz, dança contemporânea. Basta ver a confusão em tantos festivais competitivos. O território da dança contemporânea é um vale-tudo. Passos de jazz com música experimental. Neoclássico ao som do diálogo dos bailarinos. Dança de rua com um toque de vanguarda. E a obra, nesta lógica estapafúrdia, é avaliada por especialistas de toda ordem, menos de dança contemporânea.

Esta realidade tem como origem a rara circulação de informações e o consumo de informações descontextualizadas e superficialmente elaboradas. A qualidade dessas informações é essencial e precisa ser difundida a quem pretende preparar um treinamento, criar, julgar e apreciar a dança contemporânea. Não dá para saborear morangos e reclamar de que não têm gosto de figos. Ninguém curte uma partida de futebol sem conhecer as regras do jogo. Nesse sentido, é preciso apresentar alguns fatos, ainda que de forma sintética, para que eles possam falar desta tal de dança contemporânea.

Fato 1. A dança contemporânea não é uma escola, tipo de aula ou dança específica, mas sim um jeito de pensar a dança. Forjada por múltiplos artistas no mundo, teve nas propostas da Judson Church, em Nova York, na década de 60, sua mais clara formulação de princípios. Dentre eles, o de que cada projeto coreográfico terá de forjar seu suporte técnico. E que ter um projeto é percorrer escolhas coerentes, como o fez Trisha Brown – e também, longe dali, na Alemanha, Pina Bausch, com sua dança-teatro, nos anos 70. Tal princípio implicou tanto a preservação de aulas de balé nutridas por outras técnicas e linguagens quanto o abandono do balé e a incorporação, por exemplo, de técnicas orientais. Assim, passou a se constituir uma infinidade de alternativas, como o teatro-físico do DV-8 (companhia inglesa composta só por homens, que aborda a homofobia e que recorreu ao uso de corpos que expressam força, agressividade e sexualidade, coisa que o balé não podia fornecer).

Fato 2. Não há modelo/padrão de corpo ou movimento. Portanto, a dança não precisa assombrar por peripécias virtuosas e nem partir da premissa de que há “corpos eleitos”. Na dança contemporânea, a máxima repetida por pedagogos ortodoxos de que “não é tu que escolhes a dança, mas a dança que te escolhe” não tem sustentação. E, dessa forma, pode-se reconhecer a diversidade e estabelecer o diálogo com múltiplos estilos, linguagens e técnicas de treinamento.

Fato 3. Dança é dança. A dança contemporânea reafirma a especificidade da arte da dança. Dança não é teatro, nem cinema, literatura ou música. Apesar de poder ganhar muito com a cooperação dessas artes. A dança não precisa de mensagem, de história e mesmo de trilha sonora. O corpo em movimento estabelece sua própria dramaturgia, sua musicalidade, suas histórias, num outro tipo de vocabulário e sintaxe.


Fato 4. The Mind is a Muscle, proclamou Yvone Rainer quando a dança pós-moderna norte-americana abalava o estabilishment. Pensamento e corpo, tão separados na tradição ocidental, não são entendidos como lugares estranhos um ao outro. Até mesmo a ciência já traz evidências de que razão e emoção não são opostos. O pensamento se faz no corpo e o corpo que dança se faz pensamento. Isso não implica uma cerebralização fria, no caminho de uma dança conceitual, nem na biologização vazia da dança. Tal princípio não exime a qualidade técnica, nem o sabor e o prazer de dançar. Ele ressalta a complexidade que precisa ser compreendida.

Tais fatos precisam começar a ecoar, se o objetivo é saber o que é esta tal de dança contemporânea, que as pessoas insistem em dizer que fazem e que insiste em permanecer em cartaz em teatros, calçadas, estúdios. (Não foi à toa que Fato. se chamava o recente e provocante espetáculo da coreógrafa gaúcha Tatiana da Rosa.) Fatos que estão se estabelecendo em obras sensíveis e inteligentes, construídas dentro destes princípios.

A partir desses fatos, pode-se muito (mas não se pode qualquer coisa). A liberdade trazida pela perspectiva da dança contemporânea não dispensa idéias fortes e a inventividade das grandes obras de qualquer forma artística, nem um domínio técnico (ainda que isso não caiba mais apenas nas esfera do aprendizado de passos corretos). A dança contemporânea evidencia que escolhas estéticas revelam posturas éticas. Numa época de tantas barbáries impostas ao corpo, é preciso recuperar esta ética quando se escolhe fazer arte com o corpo – seja o seu, seja (principalmente) o dos outros.

A dança contemporânea parece ter aceitado a provocação, com ecos de contemporaneidade, de Jean George Noverre. O mestre de dança, em 1760, ao falar sobre o balé e as rígidas regras da dança da época, afirmava: “Será preciso transgredi-las e delas se afastar constantemente, opondo-se sempre que deixarem de seguir exatamente os movimentos da alma, que não se limitam necessariamente a um número determinado de gestos”. Num mundo de tantas conquistas e descobertas sobre nós, seres humanos, seria no mínimo redutor ficar tratando a dança como apenas uma repetição mecânica de passos bem executados. Fazer tais passos, na música, ursos, cavalos e poodles também fazem. Creio que o ser humano pode ir mais longe que isso. Talvez este seja o incômodo proposto por esta tal de dança contemporânea. O de que podemos ser mais e muitos.

Airton Tomazzoni é Jornalista, Coreógrafo, Professor do curso de Graduação em Dança da Fundarte/UERGS, Diretor do Centro Municipal de Dança de Porto Alegre, Coordenador do Seminário Nacional de Dança e Educação e Diretor da Bailimbembom Cia de Danças.





Backstage

Make-up por Tárfiny Gomes

O trabalho em equipe e o seu reflexo antes de chegar aos palco.

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domingo, 27 de junho de 2010

Um trabalho que dá Frutos

Projeto Amigo da Criança e Movimentos em Cena - Professoras e alunos, num misto de grandes descobertas. 

Dessa parceria, Projeto Amigo da Criança e Movimentos em Cena, nasceu o Studio Dança e Movimento uma parceria que vem descobrindo pequenos novos talentos e vai crescendo a cada dia, revelando aos futuros bailarinos a plenitude da arte de dançar.




sábado, 26 de junho de 2010

Agora é que são elas

Joice Collieri, Juliana Bezerra, Natália Paes e Tárfiny Gomes.

Desde 2008 juntas na Cia. de Dança Movimentos em Cena, esse quarteto tem uma história de longa data que ultrapassa os limites de amizade e profissionalismo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Boas Lembramças

Coreografia Namorar

Nossa estréia em 2008 no Festival de Dança SESC Madureira. Inesquecível lembrança.


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Contemporaneidade de Pina Bausch e a Dança-Teatro




As obras de Bausch não apenas utilizam-se da repetição como um método ou artifício coreográfico, mas a incorporam como um tema a ser criticamente retalhado e decomposto, até gerar o inesperado e supostamente oposto: a diferença, a transformação.



A dança-teatro de Bausch não rejeita nem serve à força disciplinária da repetição, mas consistentemente a usa para subverter seu próprio processo de dominação corporal, a níveis estético, cognitivo e social, para dançarinos e público.
 
Através da repetição, o Wuppertal Dança-Teatro transforma estáveis polaridades como dominado-dominador, dançarinos-platéia, movimento-palavras, corpo-mente, mulher-homem, espontaneidade-artificialidade, cotidiano-teatro, indivíduo-sociedade, significado-forma em dinâmicos e desafiadores questionamentos, desconstruindo papéis estéticos, psíquicos e sociais.
 
Simultaneamente natural e linguístico, experencial e automático, pessoal e social, o corpo "reconta" e "redança" sua própria história de fragmentação, ausência e dominação, constantemente repetindo e transformando - "redefinindo" - dança.
 
Conhecida principalmente por contar histórias enquanto dança Philippine Bausch foi Bailarina, Coreógrafa, Pedagoga em dança e Diretora da Tanztheater Wuppertal.

Tendo grande destaque para ações paralelas, contraposições estéticas, repetições propositais e uma linguagem corporal incomum para a sua época.

Andrea Bezerra

Uma homenagem a quem se dedica sem pedir nada em troca.
Em nome da Cia. o nosso Muito Obrigado!

Andrea Bezerra é assistente da Cia. e esta sempre nos acompanhando nos eventos em que participamos.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Diretor Artístico e Bailarino Bruny Murucci


O lúdico e o imprevisível sempre encantou Bruny Murucci nos espetáculos em que assistia quando pequeno.

Apartir desses encanto ele procurou ir mais além, em 2002 fez audição para integrar o Grupo de Dança Jardim Meriti onde permaneceu durante quatro anos sendo coreografado e dirigido por Regina Loureiro.

Nesse período além de conhecer uma variedade de palcos por onde o grupo passou Bruny também demonstrava um grande interesse pela produção, sempre ajudando na montagem dos eventos promovidos pelo grupo. 

Durante três anos participou como ator da Cenáculo Cia. Teatral, se destacando em montagens como "A Paixão de Cristo" e "Natal de 'repente'", sob a direção de Vinicius Baião. Em 2006, saiu da Cenáculo para prestar serviço militar.

No ano de 2007 entrou no Studio de Dança Ney Andrade onde teve um grande aprendizado em dança contemporânea e dança afro, criando uma grande laço de amizade com o seu diretor e coreógrafo Ney Andrade.

Neste mesmo ano conheceu Valber Neves que no ano seguinte escreveriam e fundariam o "Projeto em Cena".

E em 2008 com o crescimento do projeto criaram a Cia. de Dança Movimentos em Cena onde além de desempenhar o papel de bailarino também iniciava seu trabalho como figurinista, escritor de roteiros e diretor artístico. Tendo como professor e coreógrafo Valber Neves.

Em busca de um diferencial, em 2009, Bruny integrou o Curso de Interpretação, montagem e Produção com o ator Miguel Nader, que lhe acrescentou uma vasta linha de conhecimento.

Em 2010 foi chamado para participar da Comissão de Frente da G.R.E.S.E. Império da Tijuca, sendo coreografado por Junior Scapin sob assistência de João Suassuna. 

E em função desse trabalho, neste mesmo ano participou da Delegação Brasileira de Carnaval numa viagem internacional na Festa de 200 anos da cidade de San Luiz - Argentina.

No momento está trabalhando na produção do espetáculo musical "O Sonho do Cowboy" no Parque Temático Beto Carrero World, que tem estréia prevista para Agosto desse mesmo ano em Santa Catarina, local onde reside atualmente. 

Orkut da Movimentos em Cena


Nosso perfil no Orkut, uma importante ferramenta que nos possibilita agilizar contatos e saber de Encontros, Mostras e Festivais.

Entre e nos adicione!

Texto de Roberto Shinyas


"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
O sucesso é construído à noite. Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batata frita.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá que trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está.
Na verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois: 'Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa'."

Roberto Shinyas é escritor e conferencista. Autor do livro "A revolução dos Campeões" da Editora Gente.

Cia. na TV Rio Sul - Angra dos Reis


Reportagem sobre a Mostra de comemoração ao Dia Internacional da Dança em Angra dos Reis, pelo Telejornal Rio Sul afiliado da Rede Globo.
Entrevista com o nosso diretor Bruny Murucci e alguns trechos do evento.

Onde nos encontrar


A CIA. DE DANÇA MOVIMENTOS EM CENA ESTÁ MUDANDO DE ENDEREÇO E EM BREVE TEREMOS UM NOVO ESPAÇO PARA EXPERIMENTAR E DEGUSTAR A ARTE DE DANÇAR. 

 
Maiores informações 94763235 (Natália) 75702898 (Tárfiny)

Youtube - Fragmentos do Espetáculo "Por um Triz"


Abertura da Mostra em comemoração a Semana Internacional da Dança. Realizado no Convento São Bernadino Sena, em Angra dos Reis, no dia 02 de Maio de 2010.


Nessa fragmentação do Espetáculo original discorremos sobre "os quases de uma vida inteira".
Por um Triz tem a concepção, direção e coreografia de Valber Neves.

Bailarinos: Bruny Murucci, Joice Collieri, Juliana Bezerra, Natália Paes, Talita Leal e Tárfiny Gomes.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Coreógrafo Valber Neves


Audacioso e criativo Valber Neves não poupa seus bailarinos, dono de um gênio forte ele sempre propõe novos desafios.

Valber iniciou seus estudos em Dança em 2001 aos 17anos no Studio de  Dança Hugo Leonardo, durante os cinco anos em que era aluno Valber participou de grandes festivais.

Em 2004 se inscreveu para Escola de Dança Maria Olenewa, escola do Theatro Municipal - RJ onde obteve aprovação. Nessa escola Valber teve aulas com os mais conceituados bailarinos do Theatro participando tambem de remontagens em espetáculos para os mais variados públicos.

Neste mesmo ano Valber também integrou a Cia. de Caxias, onde foi coreografado por Ney Andrade, que durou apenas um ano. Com o término da Cia. Valber foi para o Studio de Dança Ney Andrade, onde teve um grande aprendizado em dança contemporânea e dança afro.

Em 2007 conheceu Bruny Murucci que também integrou o Studio de Dança e no fim deste mesmo ano escreveram e fundaram o "Projeto em Cena" que inicialmente atendia crianças e adoslescentes de baixa renda.

Em 2008, com o crescimento do projeto criou a Cia. de Dança Movimentos em Cena, onde obteve grandes realizações como coreógrafo.

Sempre buscando mais conhecimento Valber procurou o Centro de Dança Rio, onde mais uma vez conheceu grandes profissionais que acrescentavam a cada dia ao seu conhecimento.

No ano de 2009 Valber participou da Comissão de Frente da G.R.E.S. Mangueira, sendo coreografado por Janice Botelho, no fim deste mesmo ano participou da audição para o projeto "Disney Momentos Mágicos", onde esteve no casting de bailarinos e viajou para alguns estados.

Agora em 2010 Valber está no elenco do espetáculo musical "O Sonho do Cowboy", espetáculo que conta a história de vida do herói Beto Carrero, com estréia prevista para Agosto desse ano no parque temático em Santa Catarina, onde ele reside atualmente.