quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Texto de Daniela Helena Calça

Texto escrito para o site Corpo Mágico

Tecido Acrobático



O tecido é uma modalidade aérea circense, também denominada tecido acrobático, tecido aéreo ou tecido circense. Ao contrário de outras centenárias modalidades do circo, como o malabares, as acrobacias e o trapézio, o tecido apresentou seu desenvolvimento nos últimos anos.


Sobre a história desta prática, um dos relatos mais antigos é uma experiência nas décadas de 1920 e 1930, em Berlim (Alemanha), por alguns artistas que realizaram movimentos com as cortinas de um cabaré.


Não se sabe ao certo quem o inventou, mas se acredita que o tecido é uma extensão do trabalho de corda lisa. Por sua vez, parece que as performances na corda tenham surgido das evoluções realizadas pelos artistas quando subiam ao trapézio, ou até mesmo durante a montagem do circo, na qual se utilizam as cordas para subir e descer das alturas.


Por outro lado, alguns relatos indicam que foi na França que o tecido circense foi aprimorado após pesquisas com diferentes materiais: cordas, tecidos, correntes, etc. Realizadas pelo francês Gèrard Fasoli nos anos de 1980.


A inexistência de regras e a necessidade de inovar e criar, típicas das artes cênicas, fez surgir diferentes formas de prática do tecido na modernidade.


Geralmente, o tecido é fixado acima dos 4 metros de altura (até 12 aprox.), mas vale ressaltar que um trabalho de iniciação nesta modalidade pode e deve ser realizado a poucos metros de altura, o que oferece maior segurança para o aprendiz. Gradativamente, e à medida que o praticante for se desenvolvendo e adquirindo qualidades físicas e técnicas a altura das evoluções podem ser modificadas.


A prática do tecido aparece em diferentes espaços, não apenas debaixo da lona do Circo tradicional, mas também em academias de dança, teatros, escolas, universidades, dentre outros, e também com distintos objetivos.


Seus praticantes, geralmente, são pessoas que se apaixonam pela beleza e plasticidade desta modalidade, independentemente do objetivo de transformar-se num artista.


Dos aparelhos aéreos mais tradicionais das artes circenses o tecido é um dos aparelhos de mais fácil aprendizagem, sobretudo porque o material se molda ao corpo e se adapta de acordo com as características do praticante. Já os outros aparelhos, como o trapézio e a lira, por exemplo, exigem maior força e domínio corporal e também exigem que o corpo do praticante se molde ao aparelho, beneficiando, portanto, os que têm mais flexibilidade e força.


Licenciada em Educação Física pela Faculdade de Educação Física da Unicamp, trabalha á 10 anos como acrobata aérea e se apresenta no tecido, lira,rede, trapéxio fixo e de balanço, doble trapézio, acrobacias no solo (dupla acrobática) e clown. Estuda a arte circense e atualmente ministra aulas de tecico para um grupo de dança (IBN) e na academia de balé Juliana Omati em Campinas, além de coordenar sua própria companhia Corpo Magico.É integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa das Artes Circenses, da Faculdade de Educação Física da Unicamp (CIRCUS)




Nenhum comentário:

Postar um comentário